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Dojo Zen de Lisboa Ryūmonji · desde 1997
Tradição Soto Zen · AZI
O Dojo · O Protocolo

A Prática
no Dojo

Protocolo, etiqueta e a vida no Ryūmonji

Um espaço sagrado de prática
O zendo é o espaço onde se pratica Zazen. Não é uma sala de aula nem um ginásio — é um lugar de prática silenciosa que exige respeito e atenção. A sessão começa desde que se entra. Cada gesto conta.
Gassho e Shashu
Ao entrar no zendo, faça uma vénia (gassho) na entrada — mãos juntas à altura do peito, cabeça ligeiramente inclinada. Repita ao sair. Durante todos os deslocamentos dentro do dojo, mantenha as mãos em shashu: mão esquerda fechada, polegar no interior, coberta pela mão direita. O shashu indica que a prática está em curso.
Roupa escura, mente clara
Vista roupa confortável e solta em tons escuros ou neutros — preto, cinzento, azul escuro. Évite estampados e logos. Os praticantes com kesa ou rakusu vestem-nos durante a sessão. Retire o calçado antes de entrar. Os telemóveis ficam no silêncio e fora do zendo.
Quando e como se mantém
O silêncio é a linguagem do dojo. Mantém-se durante todo o tempo de prática — de entrada a saída. Não se conversa no zendo antes, durante nem imediatamente após a sessão. Depois, no exterior do zendo, é natural trocar algumas palavras. Se tiver uma questão urgente, dirija-se ao monitor discretamente.
A relação com quem orienta
O mestre é a figura central da transmissão. Trate-o com respeito e escuta. Os monitores (inji) auxiliam na gestão do dojo e na recepção de novos praticantes. As dúvidas sobre prática colocam-se após a sessão, com serenidade. Não interrompa o Zazen dos outros com gestos ou palavras.
Instrumentos de ritmo
O inkin (sino pequeno) marca o início e o fim do Zazen e do Kinhin. O mokugyo (tambor de madeira em forma de peixe) marca o ritmo dos sutras. Ao ouvir o sino, não se apresse — mova-se com deliberação.
Dojo Zen de Lisboa Ryūmonji · desde 1997
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A Vida no Dojo

Cerimónias,
Comunidade
& Prática

A dimensão colectiva do caminho

Canto de sutras
Após o Zazen, canta-se o Hannya Shingyō e outros sutras em uníssono, seguindo o ritmo do mokugyo. Segure o texto com ambas as mãos à altura do peito. Cante com voz plena e grave — não em falsete. O canto é prática tanto quanto o silêncio.
A meditação a caminhar
Ao sinal do sino, levante-se devagar, faça gassho ao lugar. Caminhe em fila, em sentido anti-horário, mãos em shashu. Cada passo é deliberado: calcanhar, planta, dedos — meio passo por respiração. Mantenha a distância ao praticante à frente. Ao segundo sino, regresse ao lugar.
O trabalho como prática
O samu é o trabalho silencioso em benefício do dojo — limpar, arrumar, cuidar do espaço. É prática tão legítima quanto o Zazen. Faz-se com atenção plena, sem pressa, sem conversa. Quem participa nos dias de Zazen ou retiros é convidado a contribuir com samu.
A refeição formal
Nos dias de prática intensiva, a refeição é servida em oriyoki — tigelas de laca desdobradas em silêncio, seguindo um ritual preciso de oferta e recepção. Cada gesto tem a sua forma. Aprende-se por observação e participação. Não é difícil — pede apenas atenção.
O espírito de comunidade
A sangha — a comunidade de praticantes — é o terceiro dos Três Tesouros, a par do Buda e do Dharma. No dojo, tratamo-nos com respeito e discrição. Apoiamos os novos praticantes com presença, não com palavras. A prática de cada um fortalece a de todos.
Respeito pelos objectos
Os zafu, as vestes, os instrumentos — tudo no dojo é objecto de prática. Trate-os com cuidado. Devolva o que usou ao sítio exacto onde estava. Se danificar algo, informe o monitor. O dojo é de todos e de ninguém — por isso exige o melhor de cada um.
"Não praticar apenas para si. Praticar com e para a sangha, para todos os seres."Taïsen Deshimaru