Posições de sentado
Kekkafuza · Hankafuza · Cadeira
Kekkafuza (lótus completo): pé esquerdo sobre a coxa direita, pé direito sobre a coxa esquerda. Hankafuza (meio lótus): apenas um pé sobre a coxa oposta. Cadeira: sente-se na borda, pés no chão, sem apoiar no encosto. Em qualquer posição, os dois joelhos e o cóccix formam uma base sólida de três pontos.
Sayu-yoshin — o balanceamento
Encontrar o centro
Antes de assumir a postura estável, balance suavemente da direita para a esquerda com amplitudes decrescentes — como um pêndulo que perde força. O corpo encontra assim o seu centro de gravidade natural. Uma vez encontrado, não se move.
Hokkai-join — o mudra
A posição das mãos
Mão esquerda sobre a mão direita, dedos sobrepostos, polegares levemente em contacto formando um oval. As mãos repousam no colo, abaixo do umbigo, tocando o abdómen. Cotovelos ligeiramente afastados do corpo. O oval deve ser mantido — nem tenso nem colapsado. É espelho da mente.
A postura
A coluna vertebral
Coluna erecta e natural — imagine que o topo da cabeça é puxado suavemente para cima. Ombros relaxados para baixo e para trás. Queixo ligeiramente recuado, nuca alongada. O ventre não é retraído — expande suavemente com a inalação. A postura correcta não é rígida; é viva.
Boca e respiração
O ritmo natural
Boca fechada, língua tocando suavemente o palato superior. Respiração pelo nariz — suave, mais longa na expiração do que na inalação. Não se controla: observa-se. A atenção pode repousar no movimento do abdómen. Não é necessário contar respirações.
Os olhos
Semi-abertos
Olhos semi-abertos — nem fechados (sonolência) nem abertos (dispersão). O olhar dirige-se ligeiramente para baixo, a cerca de um metro à frente, sem focar nada em particular. Aberto ao mundo mas não capturado por ele.
Kanki-issoku
O primeiro sopro
Depois de assumir postura e mudra, uma expiração completa e longa que esvazia o corpo e a mente de tudo o que se carregou até ao dojo. Do lado de cá, a vida quotidiana. Do lado de lá, apenas sentar. Este sopro é o limiar.
A arte do Zazen
A mente
A mente pensa — é a sua natureza. O Zazen não pede que pare: pede que não a sigamos. Os pensamentos surgem como nuvens. Não os persiga, não os rejeite. Volte à postura, à respiração, ao momento presente. Este regresso — vezes sem conta — é a prática.
Kinhin
A meditação a caminhar
Ao sinal do sino, levante-se com cuidado, faça gassho, e caminhe em fila em torno do zendo. Mãos em shashu sobre o peito. Cada passo é deliberado: calcanhar, planta, dedos. A mesma qualidade de atenção do Zazen sentado — agora em movimento.
Fim do Zazen
Sair da postura
Ao sinal do sino final, repita o sayu-yoshin suavemente para desfazer a postura. Estenda as pernas com cuidado. Faça gassho ao lugar e depois ao interior do zendo. Ao sair, gassho na entrada. A prática não termina aqui — continua na rua.